Não recomendado, e o motivo é o mais direto possível: os relatos indicam o modelo para corredores que correm abaixo de 4:00/km. Esse é um ritmo de competição, não um ritmo de construção de base, e a diferença de mecânica entre os dois é grande. Vale explicar por que a construção torna o modelo especialmente inadequado para iniciantes, porque este não é um caso genérico de tênis de placa. A placa QUIKBONE-DYN varia a rigidez por zonas de carga, o que é uma vantagem quando o corredor já tem passada consistente — mas variação de rigidez pressupõe que há um padrão de carga a ser acompanhado. Um iniciante não tem esse padrão: a passada muda de passo para passo, e uma placa que responde de forma diferente em cada zona amplifica essa inconsistência em vez de estabilizá-la. A entressola de dupla densidade tem o mesmo problema: a camada superior de célula grossa com mais de 90% de retorno devolve muita energia, e um iniciante sem controle de aterrissagem vai receber essa energia de volta em um momento em que não a espera. O drop de 7 mm com 29 mm no antepé é uma geometria de corrida rápida, que pressupõe aterrissagem de mediopé e cadência alta. Os 200 g de peso são excelentes para competição mas irrelevantes para quem está construindo base, onde amortecimento e estabilidade importam mais. A recomendação honesta: um par de treino amortecido com drop mais alto, usado por 6 a 12 meses, é o caminho. Depois, ao introduzir placa, comece por um modelo de rigidez uniforme e moderada, que acompanha o corredor em vez de responder a um padrão que ele ainda não tem.
Informações básicas
| Marca | 361° |
| Modelo | 飛飆 2 |
| Ano | 2025 |
| Versão por gênero | Unissex |
| Categoria |
Meia maratona
Maratona
Corredores avançados
|
| Terreno | Asfalto |
Especificações técnicas
| Tecnologia da entressola | Camada superior: CQT EXTREME (espuma de célula grossa) + camada inferior: CQT FLAME (espuma de microesferas) |
| Estrutura da placa de carbono | Placa de carbono dinâmica QUIKBONE-DYN (rigidez por zonas + extensão até o dedão) |
| Material do cabedal | Malha de alta ventilação |
| Configuração do solado | Borracha RPU (antiderrapante e resistente ao desgaste) |
| Espessura no antepé | 29.0mm |
| Espessura no calcanhar | 36.0mm |
| Drop | 7mm |
| Peso | 200g |
Experiência de uso
| Ajuste |
Ajustado |
| Respirabilidade |
(4/5)
|
| Estabilidade |
Alto |
| Distribuição do amortecimento |
Mais no calcanhar |
| Sensação |
Elasticidade forte, sensação de rolamento clara, estável |
| Retorno |
(5/5)
|
Combina com o corredor
| Estilo de corrida recomendado |
Neutro |
| Nível do corredor |
Médio |
| Faixa de peso |
Médio/leve |
| Largura |
Padrão |
| Tipo de arco |
Médio |
| Tipo de aterrissagem |
Antepé |
Informações práticas
| Preço | €75.00 | Durabilidade | 800 km |
Resumo das avaliações
O 361° Feibiao 2 (Flame 2), conhecido internacionalmente como Flame 2) é o tênis de competição com placa de carbono de orientação agressiva da marca, desenvolvido em torno de dois conceitos que os relatos descrevem como ADN de velocidade e propulsão dinâmica. Vale detalhar a entressola primeiro, porque a construção de duas camadas com duas densidades diferentes é o que define o comportamento do modelo. A camada superior usa CQT EXTREME com espuma de célula grossa e entrega mais de 90% de retorno de energia; a camada inferior usa CQT FLAME com espuma de microesferas e entrega mais de 88%. Vale explicar por que duas camadas diferentes em vez de uma espuma única, porque essa é uma decisão de engenharia com consequências práticas. Cada tipo de espuma tem um compromisso próprio: a espuma de célula grossa devolve muita energia mas é menos estável sob carga lateral; a espuma de microesferas é mais densa e estável, porém menos elástica. Colocar a célula grossa em cima, onde o pé aplica força, e a microesfera embaixo, onde a estabilidade importa, permite capturar os benefícios de cada uma sem assumir os defeitos. O resultado, segundo os relatos, é forte propulsão com suporte estável. O elemento que mais distingue o modelo, porém, é a placa de carbono: a QUIKBONE-DYN é uma placa dinâmica, o que significa que a rigidez varia por zonas de carga do pé, em vez de ser uniforme como nas placas tradicionais. Os relatos descrevem que ela se estende até abaixo do dedão, o que aumenta o efeito de alavanca e a sensação de rolamento. Vale registrar por que a rigidez zonada importa, porque isso não é marketing: uma placa uniformemente rígida aplica a mesma resistência em todas as fases da passada, inclusive onde o corredor precisa de flexão; a variação por zonas permite manter a rigidez onde ela gera propulsão e reduzir onde ela atrapalharia a transição. A geometria é de 36 mm no calcanhar e 29 mm no antepé, com drop de 7 mm. O peso é de cerca de 200 g. O cabedal é malha leve e de alta ventilação, com bom envolvimento segundo os relatos. A sola é borracha RPU antiderrapante e resistente ao desgaste. Quanto ao público, os relatos são específicos: o modelo é indicado para corredores avançados que correm abaixo de 4:00/km, em meia maratona, maratona ou treino de velocidade. A vida útil estimada é de 800 km e o preço é de NT$ 2.700, o que é bastante competitivo considerando a espuma de célula grossa e a placa de rigidez variável.