Não recomendado para iniciantes. Apesar de esta geração ser mais acessível em ajuste, isso refere-se à forma do cabedal e não ao nível de experiência: continua a ser uma sapatilha de competição com placa de carbono e uma plataforma de 40 mm, o que exige mecânica de impulsão consolidada. O risco concreto é sobrecarga, porque a placa devolve energia que o corpo precisa de absorver e controlar em cada passo. Acresce que os testes assinalam uma firmeza que pode tornar o modelo menos confortável em distâncias longas — o oposto do que um iniciante procura — e que a durabilidade de 400 km torna o custo por quilómetro elevado. Especificações: 40 mm no calcanhar, 32 mm no antepé, drop de 8 mm, cerca de 218 g, placa de carbono de comprimento total, cerca de 400 km. Note-se que 40 mm está no limite da World Athletics. O caminho para começar é um treinador neutro sem placa: dentro da marca, o Ride ou o Triumph.
Saucony Endorphin Pro 4
260
Informações básicas
Marca
Saucony
Modelo
Endorphin Pro 4
Ano
2024
Versão por gênero
Unissex
Categoria
Treino de ritmoMeia maratonaMaratonaTreino de velocidade
Terreno
Asfalto
Especificações técnicas
Tecnologia da entressola
Entressola com construção em duas camadas: uma palmilha estrutural PWRRUN HG sobre uma entressola PWRRUN PB, com a placa de carbono montada entre as duas. Os testes descrevem o resultado como uma passada viva mas com um toque de firmeza — a camada superior dá a elasticidade e a inferior, com a placa, confere o bordo mais firme que dá controlo em velocidade. A geometria apresenta 40 mm no calcanhar e 32 mm no antepé, com drop de 8 mm
Estrutura da placa de carbono
Placa de carbono de comprimento total montada entre as duas camadas de espuma, combinada com a geometria Speedroll. A placa converte a compressão das espumas em propulsão para a frente, e a geometria de rolo acelera a transição — o conjunto é o que dá ao modelo o seu carácter de sapatilha de competição de longa distância
Material do cabedal
Malha de tipo knit com construção tipo meia, mais leve mas também mais acessível a pés ligeiramente mais largos do que as versões anteriores. O volume e o comprimento são descritos como mais fiéis ao tamanho, o que é uma melhoria concreta; a língua pode criar vincos devido ao ajuste de maior volume no médio-pé
Configuração do solado
Borracha de comprimento total em toda a extensão da sola. Num modelo de competição, a cobertura abrangente é uma escolha que favorece a aderência e a durabilidade em vez da economia máxima de peso — e a durabilidade corresponde à categoria, sendo curta
Espessura no antepé
32.0mm
Espessura no calcanhar
40.0mm
Drop
8mm
Peso
218g
Experiência de uso
Ajuste
Ajustado
Respirabilidade
(4/5)
Estabilidade
Médio
Distribuição do amortecimento
Equilibrado na frente e atrás
Sensação
Viva e elástica com um toque de firmeza; a firmeza dá controlo em velocidade mas reduz o conforto em ritmos mais lentos
O Saucony Endorphin Pro 4 é uma atualização completa da linha de sapatilhas de competição de longa distância da marca, e a sua construção assenta numa entressola de duas camadas: uma palmilha estrutural PWRRUN HG sobre uma entressola PWRRUN PB, com a placa de carbono montada entre as duas. Os testes descrevem o resultado como uma passada viva mas com um toque de firmeza — a camada superior dá a elasticidade, e a inferior, com a placa, confere o bordo mais firme que dá controlo em velocidade. A geometria apresenta 40 mm no calcanhar e 32 mm no antepé, com drop de 8 mm. É importante dizer claramente que 40 mm está exatamente no limite de 40 mm definido pela World Athletics para competição oficial. Esta geração traz duas melhorias concretas face à anterior: o cabedal tem maior volume e forma mais larga, sendo descrito como mais fiel ao tamanho, o que o torna acessível a corredores com pés ligeiramente mais largos que antes não conseguiam usar a linha; e o preço manteve-se. Os pontos fortes são concretos: o modelo responde melhor a ritmos rápidos do que muitas sapatilhas de competição, o que o torna uma ferramenta eficaz em treinos de ritmo e provas; destaca-se em esforços de longa distância; a placa converte a compressão das espumas em propulsão percetível; e a geometria de rolo mantém a passada fluida. Há, no entanto, dois pontos que devem ser conhecidos. O primeiro é uma firmeza que tem dois lados: por um lado, dá o controlo que faz o modelo funcionar bem em velocidade; por outro, os testes assinalam que a baixa complacência pode tornar a sapatilha menos confortável em distâncias longas. Esta tensão — excelente a ritmo elevado, menos confortável quando se abranda — é o aspecto mais informativo do modelo para um comprador, e deve ser ponderada em função do tipo de utilização. O segundo é que a língua pode criar vincos devido ao ajuste de maior volume no médio-pé, um incómodo menor mas real. A durabilidade é curta, como é próprio da categoria. Em resumo: é uma sapatilha de competição de longa distância muito competente e mais acessível do que a geração anterior, que recompensa quem corre rápido e penaliza quem não corre.